Estava eu na net, em plena segunda-feria(01/09/08), sem nada para fazer, quando o amigo motociclista Douglas faz o convite de fazer uma viagem de um dia, um bate-e-volta em plena quarta-feira(03/09/08[3.4]). Ele estava de férias, ou seja um a toa. Eu estava de folga, ou seja, outro a toa.
Em suma: dois a toas + duas motocicletas + vontade de comer truta = viagem para Mauá.
Na terça-feira troquei o óleo e pastilha do freio dianteiro da NX4 Falcon e o Douglas trocou o pneu(traseiro, eu acho) da XTZ Lander.
Quinta, às 06:00 da manhã, já estava eu no local marcado para a saída. Assim que o Douglas chegou, partimos de Juiz de Fora em direção a BR-040 a fim de pegar em seguinda a BR-267, também conhecida como Vital-Brasil, que liga Juiz de Fora ao Circuito das Águas(Caxambú, Lambari, Cambuquira e São Lourenço).
Seguíamos pela estrada quando de repente apareceu uma neblina que diminuia muito a visibilidade. Mas o problema maior era a umidade e o frio que a mesma trazia consigo. Mesmo com luva impermeável, meus dedos pareciam congelar, devido ao frio. Na altura do peito foi tranquilo, pois eu usava segunda-pele(x-thermo), jaqueta de couro e capa de chuva. Já nas pernas, tive problemas, principalmente nos joelhos, que ficaram molhados, pois estava com a segunda pele e calça jeans. O Douglas seguia na frente e como ele não parou, não quis dar o braço a torcer e parar para por a calça de chuva, bem como esquentar um pouco as mãos. Seguimos assim até pararmos em um posto de gasolina para tomar café, próximo a Bom Jardim de Minas, cujo queijo-quente é muito bom. Neste momento o Douglas disse que queria ter parado antes pois também estava congelando. Aí eu disse que só não parei porque ele não parou. Ninguém quis dar o braço a torcer...
Após o lanche seguimos até a cidade chamada Liberdade, a qual levava a uma outra estrada até Bocaina de Minas. A partir daí o asfalto acabou e seguimos por pelo menos 30 km de terra. Neste caminho começamos a fazer paradas para registar algumas fotos. As motos mostraram o seu lado off-road.
Ao chegar em Mauá, tiramos mais algumas fotos e subimos para a Maromba, onde pegamos mais alguns quilômetros de terra e poeira.
Havia um trevo no último caminho com uma placa que dizia Marigá-MG e Maringá-RJ. O acesso por veículo é por este trevo a uma ou outra cidade. Seguimos pelo lado Rio, passamos por Maringá e fomos até o que parece ser a última cachoeira, acessível via veículo, no local chamado Maromba. Registramos mais algumas fotos e descansamos por uns 30 minutos, depois de 250 km percorridos. O local é fantástico, com vários chalés e pousadas próximos as corredeiras, transformando o local em excelente opção para quem quer descansar e passear. A beleza do lugar é tanta que um indivíduo que vive lá há vários anos, passou os 30 minutos que lá ficamos, apreciando a cachoeira. Fiquei sabendo que a cidade foi fundada por hippies.
Voltamos para Maringá-RJ, para almoçarmos. De lá, pode-se atravessar a pé para a cidade de mesmo nome do lado Minas, através de uma ponte apenas para pedestres, sobre um rio que divide as duas cidades. Achei o Lado Minas mais bonito, limpo e organizado. Mas os restaurantes abertos estavam no lado Rio.
Almoçamos em restaurante Mineiro do lado Rio, onde apreciamos uma truta grelhada na manteiga que estava fantástica, pela pequena bagatela de R$7,50 cada prato, que acompanhava arroz e batata sotê. Aproveitei para tomar um suco de tangerina para complementar.
Seguimos a pé para o lado Minas onde fomos a uma chocolateria que vende deleciosos chocolates e doces. Por estar muito quente e os chocolates correm o risco de derreter nos bauletos, a dona do estabelecimento os embalou em um saco plástico anexado a outro pequeno saco de gelo embrulhando em seguida em jornal e sacola plástica.
Voltamos para o lado Rio, pegamos as nossas companheiras daquele dia, as motocicletas, e seguimos viagem. A volta seria uma por outra estrada, descendo para Penedo chegamos a Dutra. Seguimos a 130 por hora até Piraí. Neste momento as motos mostraram o seu outro lado, o street. De Piraí seguimos para Barra do Piraí, estrada esta conhecida devido as várias idas para Angra em um passado não tão distante. De Barra do Piraí fomos pra Vassouras, Três Rios, onde passamos direto pelo trevo, saindo na BR-040 a qual nos levaria novamente para casa. O trecho de Barra do Piraí à Três Rios está com asfalto bom, porém com muitas ranhuras, no sentido da pista, o que é muito ruim para as motocicletas, fazendo-as balançarem muito. Outro problema da 393 são os Pare-Sigas que encontramos devido as obras de recuperação da pista para posterior cobrança de pedágio.
Em suma: vale a pena fazer a esta viagem por este trajeto. Recomendo ir com mais tempo. Aprendemos que apesar de 4 anos viajando de moto, as vezes a natureza ainda nos prega peças. Aprendi que devo compar um protetor de mão antes da próxima viagem. Aprendi também que devo comprar uma luva x-power também.
Esta viagem foi muito boa, mas poderia ter sido melhor, pois neste dia eu iria completar 3 anos e 4 meses de namoro...
Hospedagem: R$00,00
Gasolina: R$58,00
Alimentação: R$20,00
Lembrancinhas: R$10,00
km rodados: 520
Média: 22,3 km/litro
Período: 03/09/2008