2008-05-22 - Circuito das águas

Vinte de maio de 2008 e ainda não tinha decidido onde passar o feriado de Corpus Christi. A idéia inicial era Serra da Canastra, mas ainda não temos roupas de frio suficientes para encarar um lugar tão frio. A idéia secundária seria ir para Ibitipoca, mas não conseguimos companhia para alugar uma casa, a fim de reduzir custos, e conhecer esta região que fica tão próxima a JF. No final do dia o Douglas me manda uma mensagem dizendo que ele e a namorada iriam para São Lourenço. Há uns quatro anos eu planejo ir ao circuito das águas e talvez esta seria uma boa oportunidade. Ligo para Fê e recebo um sinal de positivo. Começa a busca por pousadas. Preços altos. Ligamos aqui e alí. Encontro uma pousada haras (www.pousadaharascoqueiroverde.com.br) com o preço um pouco mais acessível de R$80,00 a diária casal. Devíamos ter pedido um desconto, mas por pressa, deixamos este detalhe passar em vão. (creio que se tivéssemos pedido, talvez conseguiríamos, pois a pousada estava bem vazia.) Dia 22, malas feitas, digo alfoges cheios, moto preparada, a estrada é o destino... Saímos apenas as 9:45, devido a uma neblina que diminuia bem a visibilidade. Enquanto isto, tomamos um bom café(6 pães de queijo por 1 real) e lembramos de algumas coisas a mais para levar. Estradas perfeitas, curvas para cá, curvas para lá... seguimos até a entrada de Aiuruoca, uns 180 km da origem(JF) onde paramos pra registrar umas fotos. Um km depois paramos para abastecer... A Falcon iniciou o feriado bebendo todas... 18km/litro. Acho que devido a velocidade impressa, 110/120 devido a longas retas e asfalto perfeito. Com bebida até o gargalo seguimos para o haras em Caxambú, mais 30 km aproximadamente. 12:30h, estávamos lá... fizemos check in, admiramos a paisagem e o ar tranquilo da região. Retiramos os alforges da moto, o bauleto, roupa de frio e saímos em seguida para almoçar no centro da cidade. Após o almoço, uma volta de moto pelo centro e pedimos ao Sr Francisco, dono do hotel FRANCISCO, se podíamos deixar a moto no estacionamento do hotel, pois não achamos estacionamento no centro da cidade. Ele, compreensivo, vendo o nosso medo de deixar a moto na rua, deixou-nos colocá-la em um canto da garagem de forma a não atrapalhar os outros veículos lá estacionados, sem cobrar nada por isto. Sujeito bom sô!! Seguimos para o o parque das águas. Pensamos em pegar um trenzinho da alegria que iria para Baependi pela estrada real. Nisto um Sr, com uma charrete que faz passeios pela cidade, ofereceu-nos o serviço de transporte para nos levar até o tal trenzinho. Falei que não precisava, a Fê insistiu que não precisava também... ele falou que podia ser por qualquer quantia... enfiei a mão no bolso e extraí uma nota, pensando que era de dois reais, e sai uma de cinco. O sr vira e fala: _ Pode ser cinco reau mesmo. Eu levo ocês lá. Meio sem jeito, subimos na charrete e fomos dar um passeio por cinco reau. Ele andou uns 20 metros, virou a esquina andou mais 20 metros e chegou ao trenzinho. O mesmo não iria sair naquele dia, pois não havia córum. Então o sr da charrete, virou-a, retornou os 20 metros, dobrou a esquina, andou mais 20 metros e perguntou se ficaríamos alí. Então eu disse: _Vamos aproveitar o passeio, nos leve mais 50 metros adiante(entrada do parque das águas). Feito. Entrada do parque, 3 reais. Entramos e começamos a explorá-lo. O parque é grande, com muitas árvores. Um corredor central com um córrego de água mineral, com árvores nuas margeando o leito. Folhas secas ao chão e o vento soprando-as. Um lago com pedalinho, muito verde e um teleférico. Quem disse que a água é insípida é porque não foi a Caxambú. Entramos numa fonte aqui, outra alí, fotos aqui, fotos acolá e chegamos ao teleférico. Uma coisa nova para nós, pois nunca háviamos andado de teleférico. Visual bonito... Atravessamos o parque na transversal, sobre o lago e em seguida o teleférico(bondinho segundo a Fernanda) inicia a subida ao ponto mais alto da cidade em meio a uma vegetação admirável. Fernanda na cadeira da frente, com medo, e eu na de trás, querendo que ela olhasse para tirar uma foto, mas o medo não permitiu... Do alto do morro tiramos algumas fotos, ficamos uns 10 minutos e descemos. Terminamos de visitar as outras fontes. A Fê adorou a água da fonte da beleza. Saímos do parque, pegamos a moto, fomos para o haras tomar um banho e voltar para lanchar. Não me lembro o nome do bar, mas é uma lanchonete pequena localizada na rua que vem da rodoviária, esquina com a do calçadão. Recomendo a panqueca. De volta ao Haras, dormimos cedo para no outro dia visitar São Lourenço. Sexta, saímos cedo, umas 8:30 de Caxambú. 9:00 estávamos em São Lourenço, estacionamos a moto em um estacionamento ao lado da Yamaha na rua principal da cidade e seguimos para o parque das águas onde encontramos na entrada o Douglas e a Renata. Entrada do parque quatro reais, pra mim, estudante, dois reais. O parque é bonito, com lago, pedalinhos e barco a remo. Mais fotos... Meio dia, fomos ao teleférico de São Lourenço. Dez reais por pessoa, mesmo preço de Caxambú. Atravessa o rio, passa sobre um matagal, passa sobre algumas ruas, linha de trem, sobe um morro. Trajeto feio, muito feio. Vista panorâmica da cidade.(Recomendo passeio de teleférico somente em Caxambú). Almoço no Casarão. Muita comida, gostosa, com relação ao sabor e financeiramente. Duas horas... nada pra fazer... seguimos para Carmo de minas, 3 km do estacionamento onde deixei a moto. Achamos o que procurávamos, um o Center Kart(acho que é este o nome mesmo). R$8,00 por 6 voltas. Eu e Douglas, doze voltas. Fernanda e Renata, seis. Primeira vez que ando, fiz as curvas de boa, freiando e tudo mais. Renata me prendeu até não poder mais na primeira volta, para ajudar o Douglas... Depois foi a vez delas prenderem o Douglas depois de colocar uma volta nelas. Eu ultrapassei rapidamente, mas já não dava para alcançar o líder. Mais Kart. Eu e Fê, seis voltas. Dougals e Renata 12. Mas dei show nas minhas seis... pé em baixo o tempo todo, carrinho derrapando nas curvas. Fiz uma ultrapassagem show, deixando o Douglas para trás. Depois ele me ultrapassou e novamente eu o ultrapassei, jogando-o para a grama e areia. Nas fotos, tiradas por mim após as minhas seis voltas, podemos observar a Fernanda em primeiro, Renata em segundo e Douglas em último comendo grama e areia... kkkk Depois do kart, volta para Caxambú... comida, banho e cama. Sábado saímos cedo para Cambuquira... a cidade é pequena, aconchegante, mas não tem muita coisa. Visita ao parque das águas, pequeno. Seguimos para Lambari, mas sem antes, visitar a Cachaça Paraíso. Não bebi, óbvio, estava pilotando. Comprei uma envelhecida em barril de carvalho, um licor de amarula para colocar de enfeite no meu bar(não vou beber) e realmente seguimos para Lambari. Parada no meio do caminho, para almoçar no Pesk e Park do Ganso. Comida gostosa, caprichada e barata. Porção de peixe e um refri bem gelado pra molhar a garganta. Chegada em Lambari, andamos pela cidade. Parque das águas, mínimo. Fomos té o alto do morro onde ficava o teleférico, aparentemente parado, pois encontrava-se todo enferrujado(se ele atravessa o lago, seria o melhor da região). Vista bonita da cidade, um lago imenso com o Cassino. Descemos, paramos em frente a uma loja e aparecem de repente o Douglas e Renata. A mulher da loja nos fala dos pontos turísticos. Resolvemos então fazer uma trilha, pela serra das águas. Achado o caminho, sobe sobe sobe sobe, fotos fotos fotos, sobe sobe sobe, fotos, sobe , fotos sobe... chegamos no topo e nao dava pra ver a cidade direito... então descemos por outro caminho, que sairia em cambuquira novamente. E lá fomos nós, entre estrada de terra, cascalho, mata-burro, um deles com duas pontes de madeira paralelas, estreitas e afastadas. O Douglas diminuiu e parou, eu vinha logo atrás com muita poeira na cara, quando vi a moto dele crescendo na minha frente, tive tempo apenas de jogar pro lado e passar na outra ponte de madeira, em uma velocidade considerável. Foi um susto que virou risada, pelo fato como aconteceu. Mais a frente uma pedra no nosso caminho, no sentido literal. Paramos, próximo a um riacho, água gelada, muito gelada, congelava meus pés... muito calor ambiente, mas água gelada. O caminho continua, mais 3 km e chegamos na entrada de cambuquira novamente. Seguimos para Caxambú... fim do dia. Sábado, Fernanda com pé de ciderela ralado, não podendo calçar o sapatinho de cristal, voltou de ônibus. Eu voltei de moto. 13 horas estávamos em JF. A peguei na rodoviária. Almoçamos e descansamos. Feriado excelente. Passeios, aventuras, experiência. Deixo o agradecimento especial aos amigos Douglas e Renata pela companhia nos trajetos e aventuras e a minha indignação para como os motoristas que desreipeitam as leis de trânsito fazendo ultrapassagens perigosas, excesso de velocidade e falta de responsabilidade para com os outros. Na volta vi um acidente pŕoximo a Baependi onde um Corolla de CG/MS estava de lado e dobrado ao meio após ter batido com um Astra de JF/MG. Pelo estado do carro a velocidade não era menor que 150. O Corolla saiu da curva, pegou a contra-mão e bateu no Astra. Os oscupantes do Corolla morreram. Os do Astra que seguiam tranquilamente para casa, foram parar no hospital, em estado grave, tendo ainda um óbito. Estrada não é pista de corrida... Se liguem. Hospedagem: R$240 Gasolina: R$96 Alimentação: R$110 Lembrancinhas: R$60 km rodados: 758 Período: 22/05/2008 a 25/05/2008 Que venham as próximas viagens. Fotos: Circuito das Águas 2008 | 10 | 20 | 30 | 40 | 50 | 60 | 70 | 80